quinta-feira, 28 de abril de 2011

VMG - muito aberto ao passado, muito duro com o presente!

O que diz o PÚBLICO de hoje.

O passado não determina o futuro!


http://bit.ly/ilWs7z
É interessante a evolução do novo Egipto pós-Mubarak.


Há incógnitas na evolução da História! Nunca existe único rumo possível. A destruição da Líbia de Gadhafi poderá trazer novas surpresas aos americanos, franceses e ingleses! Poderá sair-lhes o tiro pela culatra!

Piores notícias poderá tê-las Israel, embora não seja um gato entre os pombos!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A República, ponto de vista pessoal

Caros amigos, este meu texto de pouco tratará de fonte como ponto de partida a algum estudo. O que pretendo escrever é a partilha do meu ponto de vista pessoal sobre um assunto histórico.

A meu ver, o Fado não poderia existir em mais nenhum país do mundo a não ser em Portugal, isto porque fala de um estado de ser de um povo que se lamenta, mas ao mesmo tempo é feliz, a história de um povo que luta por ideais, mas ao mesmo tempo acaba em utopias, o fado também fala de saudade, sentimento de algo que já passou, mas que dói por não o termos no presente. O fado é a canção do povo, o que faz parte de uma busca incessante de se cumprir o que é ser português. E foi o regicídio tomar lugar precisamente onde séculos antes a inquisição acabou por matar centenas de inocentes...e no entanto essa "maldita" praça acaba por ser uma das mais belas do mundo...e eu pessoalmente gosto muito de por ali passear, vá-se entender? São ironias e curiosidades das quais não sei como explicar.

Se recuarmos à praça do Comércio naquele dia primeiro de Fevereiro em 1908, o povo estava para festejar a chegada do rei e de sua família de uma caçada de Vila Viçosa e de repente foi apanhado em surpresa pelo primeiro tiro, para em seguida ficar em estado de choque pelos sucessivos assassinatos que aconteceram naquele dia, não apenas aos dois herdeiros ao trono, mas também aos seus executores.

O meu avô na altura com apenas 9 anos de idade foi uma das testemunhas desse dia, mais a minha bisavó, e se quem quis cortar de forma drástica a monarquia em Portugal pensava que iria ter apoiantes naquele povo que dava vivas ao Rei, engana-se, no caso do meu avô ficou sempre monárquico, transmitiu os valores da monarquia à minha mãe, e eu, devo confessar que simpatizo sim, mas, de todo, tenho consciência que não seria concerteza D. Duarte Pio a figura que gostaria de ver sentado no trono português...portanto, tudo isto é muito complicado.

O Fado, voltando ao nosso Fado...enquanto definição também de destino, onde entra depois da morte ao Rei? Entra momento que o país não mais recuperou a sua estabilidade total. Tivemos monarquia durante quase 900 anos, ou bem ou mal, Portugal andava a governar-se assim já durante muitos séculos, toda a sua cultura, modo de vida económica e social estava ligado à monarquia...não foi por um punhado de republicanos que de repente a nossa identidade vira de um dia para outro uma republica...nada disso, o que nós temos desde 1910 é algo imposto, à custa de vidas, com enorme vontade de ideais republicanos vindos de elites intelectuais, homens letrados e dos quais ninguém lhes tira o valor, mas, repito, isto tudo o que escrevo aqui é do meu ponto de vista, foi um acto precipitado.

Analisemos que depois de ter sido Manuel de Arriaga eleito o primeiro Presidente português, até 1926, são 16 anos que se apelidam de primeira República houve 45 governos e 8 presidentes da Republica. E depois? sabemos muito bem o que houve, uma ditadura para acabar com a "rebaldaria" se estava a passar em Portugal, portanto, ninguém governava.

Hoje em dia, a instabilidade bateu-nos à porta mais uma vez, eu assisto a isto tudo de um modo sereno, sem alarme, porque sem saber bem como, Portugal sempre teve este dom de renascer das cinzas...Não importa seguir a Espanha ou outro país da Europa com melhor estilo de vida, pois jamais nos iremos encaixar nos modelos de sociedade seja lá de quem for...pois somos mesmo uma jangada de pedra.

O que nos resta mesmo será o Fado para consolar os dias que virão. E o tipico deixar andar português. Mas não nos devemos contudo limitar a ficar com o rótulo que estamos à rasca, vamos agir, pois por muito Fado que haja, o agir é palavra de ordem.