segunda-feira, 28 de março de 2011

Recensão Critica - De Macau à Índia

TAVARES, Miguel Sousa, De Macau à Índia: o fim da história, Espaço Público, 15 Maio 1998


O artigo “De Macau à Índia: o fim da história”, de Miguel Sousa Tavares, publicado no Público a 15 de Maio de 1998, é dividido em 3 partes.

Na primeira parte, Miguel Sousa Tavares começa por fazer referência a uma pergunta do Diário de Notícias: “o que poderá Portugal fazer para travar a violência em Macau”, à qual dá uma resposta concisa, de que na altura, Portugal poderia fazer muito pouco, apesar de também não querer. Mas se quisessem, tinham de fechar os casinos e proibir o jogo, pois Miguel S. Tavares reforça, mais a frente no artigo, a ideia de que “onde há jogo, há crime”.

Na opinião do autor, “Macau não passa de um bordel e um casino onde flutua, sem dignidade nem sentido, a bandeira portuguesa” e por conseguinte “uma terra de dinheiro fácil” para Portugal.

Acaba esta primeira parte demonstrando a sua incompreensão e desilusão perante os actos dos portugueses nesse território.


Na segunda parte, Miguel Sousa Tavares destaca a obra da Expo-98, da qual todos os portugueses contribuíram com os seus impostos e que supostamente todos deviam saber qual “o espaço dedicado à viagem à Índia de Gama”, mas que esta informação apenas estava contida num CD-ROM, no Pavilhão de Portugal.


Na última parte, refere a entrada do professor José Mattoso no assunto, quando este chama a viagem à Índia de Vasco da Gama como “um momento passageiro”, dentro de “um movimento de grande amplitude”. Continuando a proclamar que “a história não é feita pelos chefes e génios, mas pelas massas e os grupos sociais”, mas Miguel Sousa Tavares não concorda, e chega a afirmar que “ uma história em que “os chefes e os heróis” desaparecem engolidos pela multidão é uma história sem rosto e sem memória”.


Mattoso refere ainda que “insistir na glória de Gama corresponde a esquecer que ele foi também o início de guerras, violência e opressões”, Miguel S. Tavares recorda que o que se celebra era a viagem e o seu significado reconhecido por todos os historiadores.


Miguel Sousa Tavares termina a “atacar” António Hespanha e José Mattoso.


No fundo, neste artigo podemos “ver” e sentir a indignação de Miguel Sousa Tavares a toda esta situação em que Portugal e Macau se encontravam, chegando mesmo a disparar críticas em várias decisões.


Sara Marques Mendes da Silva

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