terça-feira, 29 de março de 2011

De Macau à Índia: o fim da história de Miguel Souza Tavares


De Macau à Índia: o fim da história de Miguel Souza Tavares publicação de 15 de Maio de 1999 no jornal Público



Miguel Sousa Tavares fez uma visão geral do panorama da última colónia dos Descobrimentos (desde 1557) acerca da situação de Macau antes da mudança para a China. É sabido que em Macau existia muito crime, muita corrupção. Que por detrás da bandeira de Portugal se esconde a herança cultural, e o bom nome da pátria. Já não éramos nós a governar mas sim os chineses, eram eles que tinham a maior parte dos negócios em Macau. No ano de redacção deste texto, 1999 estavam-se a viver os últimos tempos da posse de Portugal sobre Macau. M. Sousa Tavares refere que depois da experiência de 1975 com a dependência das colónias Africanas que o mesmo não se passe com Macau. Menos desordem nacional. Desde então os cerca de 24 anos que separam a "revolução dos cravos" para o inicio da nova história sobre a descolonização está prestes a começar.


Os portugueses esperam deixar então uma marca que torne memoráveis todos os séculos de ocupação desde o século XV ao século XX.


Uma outra opinião de Miguel Souza Tavares é o de que qualquer Português que vive em Macau está ansioso para que surja o dia da passagem de Macau para os chineses. E critica os chineses de terem posto um contador decrescente dos dias para tomarem posse.



Na segunda parte do texto o autor escreve que a maior das vergonhas que vê é sobre a celebração do 5º centenário da viagem à India de Vasco da Gama. O ano de comemorações das Descobertas. E a Expo98 foi construida a base de dinheiros vindos dos impostos até ao montante que nunca foi descoberto se realmente foi esse o objectico. Seria importante que tivesse havido mais propaganda as viagens feitas pelo Vasco da Gama pelos três continentes e dois mundos diferentes, numa exposição universal onde a única coisa que existia era um video sobre os oceanos e a sua viagem.



Na terceira parte e última o escritor aponta e critica o Professor José Matoso pela falta de iniciativas que ouve pelo 5º centenário das celebrações de Vasco da Gama à India e que os historiadores deviam dar maior relevo a todos os que fizeram história e que estavam ao serviço do rei, neste caso ao serviço do Rei D. Joao II. A história não é so feita dos homens grandes mas tambem das massas. Miguel Sousa Tavares olha para aquilo que é oessencial da história, que é o conjunto de historias, de grupos de massa, e depois é dai que emergem as grandes personagens. Como o caso de Estaline e de Lenine. E no caso português temos Salazar e Afonso Albuquerque. E se estes desaparecem não há história.


Criam-se mitos em torno do passado de personalidades, como o exemplo que Salazar é o salvador da pátria ou que D. Sebastião devido à lenda que se refere ao seu regresso numa manhã de nevoeiro para salvar a nação.


Na história deve-se sempre observar os dois lados da questão, ou seja, se Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia foi também o causador de muitas guerras, de violência, e de opressão para com os povos colonizados, segundo os indianos.


Para acabar Souza Tavares critica José Mattoso e outros historiadores que devem ter como princípio julgar o contexto histórico segundo aquilo que aprendeu sobre a época. Analisar e criticar segundo as fontes que dispõem.


Deve o historiador ser o primeiro a querer celebrar as datas mais importantes do país, principalmente grandes nomes da história como José Mattoso.




Catarina Vaz



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