quinta-feira, 31 de março de 2011

A Crise

Caros amigos oiçam as noticias. O país esta a dar as ultimas. Assistimos a tempos no mínimo interessantes. Vivemos dias que farão historia!

terça-feira, 29 de março de 2011

Recensão critica feita por Vitor Fuseta

Na Crónica “De Macau até à Índia: o fim da História” escrita por Miguel Sousa Tavares, em 1998 para o Jornal “O Público”, deparamo-nos com uma metáfora referente aos descobrimentos portugueses do século XV. A verdade é que, Miguel Sousa Tavares de uma forma objectiva e frontal, critica a actuação dos portugueses em Macau e a maneira como Macau é vista – como uma “forma de dinheiro fácil”, bem como o facto de Portugal ter tido a hipótese de se retirar de lá durante muito tempo, deixando-se arrastar por um longo período que só iria terminiar em 1999. Paralelamente, segundo Sousa Tavares, enquanto os Portugueses anseiam que chege essa data (1999), comemoram a Expo 98 – Exposição Internacional de Lisboa de 1998 – que alude à viagem de Vasco da Gama até à Índia, o que traz uma certa ironia, visto que quer a Índia quer Macau foram descobertas graças aos Descobrimentos Portugueses pelas mesmas razões: políticas e sobretudo económicas; é neste contexto que Miguel Sousa Tavares critica José Mattoso e António Hespanha.
O Autor da crónica não concorda com Mattoso quando este afirma que não se deve fomentar o mito em história (relativamente à Expo 98). Todavia, para mim, tem Mattoso uma certa razão no sentido que para uma análise histórica e crítica histórica, este não é propriamente viável devido ao seu carácter fantasioso, imaginário e didáctico que de natureza histórica pouco ou nada tem. Se pelo contrário, Mattoso declarasse o não fomento de lendas aí já poderia concordar com Miguel Tavares, pois estas possuem uma maior veracidade histórica interessando em larga medida para a crítica histórica. Todavia, podemos dizer que o povo português vive de mitos, vive de ídolos, de personagens que se destacaram e que eliminar isso é extremamente dificil, contudo dev-se fazer um esforço para tornar esses mitos, ídolos, personagens o mais credível possível através de uma maior crítica histórica junto da população portuguesa.
De facto, sim cada povo deve exaltar a sua história, os seus feitos, mas não o deve fazer de qalquer forma, para celebrar a história é preciso que esta tenha um fundo verdadeiro, que não seja falsa, que não esteja envolvida em inúmeras incertezas, e é isso que Mattoso queria afirmar, havendo possivelmente uma interpretação errada aqui de Miguel Sousa Tavares, quando assegura que Mattoso vai contra a exaltação da História.
O que de facto concordo com Miguel Sousa Tavares indubitavelmente é o facto de ao celebrar algo, não estamos a esquecer as consequências negativas que isso trouxe ou possa ter trazido, porque elas vão estar sempre presente no nosso dia, tendo sempre um reflexo no futuro. A história não deve ser julgada mas sim compreendida de uma forma justa, verdadeira e contextualizada na sua época, pois um Historiador que se preze tem que saber abstrair-se de qualquer juízo de valor não se esquecendo, porém que vive num tempo diferente cujos pensamentos, valores ou tradições mudaram, e que não se pode antecipar o futuro. Mattoso fez de facto um juízo de valor, mas não à luz de pensamentos ou argumentos terceiro-mundistas, mas sim à luz do que a ambição nos homens traz, quando se referiu à violência e à opressão na Índia
Em suma, a História de um povo não é perfeita e nunca o será, devido às pecularidades e características de uma pessoa humana, porém deve ser contada, deve ser exaltada, sempre com um fundo histórico verdadeiro e apoiado em factos históricos comprovados, não esquecendo quer a importância das massas quer a importância de personagens que emergiram dessas mesmas massas, pois cada indivíduo tem o seu papel na história.

Recensão critica feita por Rui Rodrigues

1-Explicitação objectiva do assunto:

Miguel Sousa Tavares, escreveu um artigo de opinião dividido em três partes.
Primeira: abordagem á descolonização de Macau ou o fim da administração portuguesa de Portugal nesse território
Segunda: Uma crítica sobre as celebrações do 5º Centenário da viagem a Índia de Vasco da Gama
Terceira:
Crítica ao historiador José Mattoso sobre a viagem de Gama e questiona o papel da História, contestando as opiniões expressas por este historiador, no jornal "Publico", de 13 de Maio de 1998.

2- Criticas específicas contidas no artigo
O autor, critica severamente Portugal, por legitimar um território que não passa de um casino, de um bordel, de bandos de criminosos organizados, onde a bandeira portuguesa está hasteada sem dignidade.
Miguel Sousa Tavares, pensa que as inúmeras viagens dos governantes e o fechar de olhos ao que se passa em Macau é uma mentira coberta por um pacto de silêncio, chamado de Desígnio nacional.
Para o autor ao contrário das descolonizações africanas, em Macau houve e há tempo para preparar a saída porem o estado português prefere alimentar-se da galinha dos ovos de ouro, ou seja, dinheiro fácil.
"Quando o estado resume a sua função a um croupier não há dignidade que resista". Com o dinheiro do jogo ainda se fizeram algumas obras públicas, mas e difícil transformar dinheiro sujo em dinheiro limpo.
O jogo, o crime, a prostituição, a droga, os bandos organizados são realidades mascaradas por interesses económicos, tanto por Portugal como pelo território de Macau.
Miguel Sousa Tavares diz que um estado que se alimenta do jogo e um estado que fomenta o crime. Assim ele pensa que se devia abandonar de imediato o território.


Na segunda parte, são criticadas as celebrações do 5º Centenário da viagem a Índia de Vasco da Gama e a comissão encarregada de comemorar as descobertas.
O autor acha um exagero a obra da Expo-98 pelo gasto de dinheiro vindo dos impostos dos contribuintes.
Ele interroga-se qual será o espaço dedicado a Vasco da Gama e a Índia e põe em causa o tema "os oceanos".
Miguel Sousa Tavares manifesta um profundo descontentamento com o comissário das descobertas


Na terceira parte: Critica o historiador José Mattoso sobre a viagem de Gama e questiona o papel da História, contestando as opiniões expressas por este.
O autor, mais uma vez critica na pessoa de José Mattoso o miserabilismo das celebrações da viagem de Gama, pois Miguel Sousa Tavares acha que o historiador trata este facto de uma maneira superficial, não lhe dando a importância merecida.
O autor é contra a história ser feita pelas massas e os grupos sociais e não pelos chefes ou génios, apelida estas teses de marxistas e antigas, não pode haver história se os chefes ou os heróis desaparecerem. Ele compara esta tese aos tempos do PREC (tempos vividos imediatamente a revolução de 25 de Abril), onde a concepção marxista da história chegou ao ponto de fazer desaparecer os grandes nomes dos heróis da história de Portugal. O escritor cita várias vezes Mattoso e as suas ideias sobre a consistência histórica e interroga-se, se figuras históricas como Bartolomeu Dias ou Fernão de Magalhães foram um mito e também se questiona como teria sido a história sem Colombo, sem Infante D. Henrique, sem o Marquês de Pombal e sem Salazar, teriam as coisas acontecido da mesma forma?
Miguel Sousa Tavares, por fim fala-nos do argumento terceiro-mundista utilizado por José Mattoso ao referir que Gama também foi responsável pela guerra, violência e opressão na Índia. O autor acha que um historiador deve julgar a história no seu contexto exacto e não segundo os valores da actualidade e ironiza ao ponto de questionar se foi Vasco da Gama que ensinou a Índia a fazer bombas atómicas. Ele conclui que José Mattoso e António Hespanha, tratam os outros como "provincianos" e eles os donos do conhecimento, que apesar de defenderem a história e os feitos históricos, tendo por base as massas, recusam-se a partilhar os seus conhecimentos com essas mesmas massas.


3-A minha reflexão critica:
Quanto ao tema de Macau estou de acordo apesar de não concordar com a comparação com as descolonizações africanas, pois são contextos diferentes e não nos podemos esquecer que em Macau a maioria da população não era portuguesa, logo não poderíamos adoptar um modelo etnocêntrico, mas sim um modelo relacional de respeito pelo multiculturalismo que e na minha opinião, foi erradamente interpretado por Miguel Sousa Tavares como cúmplice.
Em relação á Expo-98, enganou-se, pois ainda é uma referência de Portugal e um espaço de cultura e testemunho histórico.
Quanto ao historiador José Mattoso, estou em completo desacordo, pois partilho da ideia que todas as obras históricas ou feitos históricos celebram sempre as massas, ou seja, o povo português. Também considero que os vários heróis da história portuguesa são devidamente celebrados, tanto no dia-a-dia, como por exemplo nos currículos escolares, como no plano nacional, como por exemplo o dia de Portugal e de Camões e até porque Camões ao escrever os Lusíadas, na parte da Dedicatória, dedicou a sua obra, nas também os grandes feitos históricos ao povo português e não passa pela cabeça de ninguém, apelidar Camões de um autor marxista.

De Macau à Índia: o fim da história de Miguel Souza Tavares


De Macau à Índia: o fim da história de Miguel Souza Tavares publicação de 15 de Maio de 1999 no jornal Público



Miguel Sousa Tavares fez uma visão geral do panorama da última colónia dos Descobrimentos (desde 1557) acerca da situação de Macau antes da mudança para a China. É sabido que em Macau existia muito crime, muita corrupção. Que por detrás da bandeira de Portugal se esconde a herança cultural, e o bom nome da pátria. Já não éramos nós a governar mas sim os chineses, eram eles que tinham a maior parte dos negócios em Macau. No ano de redacção deste texto, 1999 estavam-se a viver os últimos tempos da posse de Portugal sobre Macau. M. Sousa Tavares refere que depois da experiência de 1975 com a dependência das colónias Africanas que o mesmo não se passe com Macau. Menos desordem nacional. Desde então os cerca de 24 anos que separam a "revolução dos cravos" para o inicio da nova história sobre a descolonização está prestes a começar.


Os portugueses esperam deixar então uma marca que torne memoráveis todos os séculos de ocupação desde o século XV ao século XX.


Uma outra opinião de Miguel Souza Tavares é o de que qualquer Português que vive em Macau está ansioso para que surja o dia da passagem de Macau para os chineses. E critica os chineses de terem posto um contador decrescente dos dias para tomarem posse.



Na segunda parte do texto o autor escreve que a maior das vergonhas que vê é sobre a celebração do 5º centenário da viagem à India de Vasco da Gama. O ano de comemorações das Descobertas. E a Expo98 foi construida a base de dinheiros vindos dos impostos até ao montante que nunca foi descoberto se realmente foi esse o objectico. Seria importante que tivesse havido mais propaganda as viagens feitas pelo Vasco da Gama pelos três continentes e dois mundos diferentes, numa exposição universal onde a única coisa que existia era um video sobre os oceanos e a sua viagem.



Na terceira parte e última o escritor aponta e critica o Professor José Matoso pela falta de iniciativas que ouve pelo 5º centenário das celebrações de Vasco da Gama à India e que os historiadores deviam dar maior relevo a todos os que fizeram história e que estavam ao serviço do rei, neste caso ao serviço do Rei D. Joao II. A história não é so feita dos homens grandes mas tambem das massas. Miguel Sousa Tavares olha para aquilo que é oessencial da história, que é o conjunto de historias, de grupos de massa, e depois é dai que emergem as grandes personagens. Como o caso de Estaline e de Lenine. E no caso português temos Salazar e Afonso Albuquerque. E se estes desaparecem não há história.


Criam-se mitos em torno do passado de personalidades, como o exemplo que Salazar é o salvador da pátria ou que D. Sebastião devido à lenda que se refere ao seu regresso numa manhã de nevoeiro para salvar a nação.


Na história deve-se sempre observar os dois lados da questão, ou seja, se Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia foi também o causador de muitas guerras, de violência, e de opressão para com os povos colonizados, segundo os indianos.


Para acabar Souza Tavares critica José Mattoso e outros historiadores que devem ter como princípio julgar o contexto histórico segundo aquilo que aprendeu sobre a época. Analisar e criticar segundo as fontes que dispõem.


Deve o historiador ser o primeiro a querer celebrar as datas mais importantes do país, principalmente grandes nomes da história como José Mattoso.




Catarina Vaz



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segunda-feira, 28 de março de 2011

Recensão Critica - De Macau à Índia

TAVARES, Miguel Sousa, De Macau à Índia: o fim da história, Espaço Público, 15 Maio 1998


O artigo “De Macau à Índia: o fim da história”, de Miguel Sousa Tavares, publicado no Público a 15 de Maio de 1998, é dividido em 3 partes.

Na primeira parte, Miguel Sousa Tavares começa por fazer referência a uma pergunta do Diário de Notícias: “o que poderá Portugal fazer para travar a violência em Macau”, à qual dá uma resposta concisa, de que na altura, Portugal poderia fazer muito pouco, apesar de também não querer. Mas se quisessem, tinham de fechar os casinos e proibir o jogo, pois Miguel S. Tavares reforça, mais a frente no artigo, a ideia de que “onde há jogo, há crime”.

Na opinião do autor, “Macau não passa de um bordel e um casino onde flutua, sem dignidade nem sentido, a bandeira portuguesa” e por conseguinte “uma terra de dinheiro fácil” para Portugal.

Acaba esta primeira parte demonstrando a sua incompreensão e desilusão perante os actos dos portugueses nesse território.


Na segunda parte, Miguel Sousa Tavares destaca a obra da Expo-98, da qual todos os portugueses contribuíram com os seus impostos e que supostamente todos deviam saber qual “o espaço dedicado à viagem à Índia de Gama”, mas que esta informação apenas estava contida num CD-ROM, no Pavilhão de Portugal.


Na última parte, refere a entrada do professor José Mattoso no assunto, quando este chama a viagem à Índia de Vasco da Gama como “um momento passageiro”, dentro de “um movimento de grande amplitude”. Continuando a proclamar que “a história não é feita pelos chefes e génios, mas pelas massas e os grupos sociais”, mas Miguel Sousa Tavares não concorda, e chega a afirmar que “ uma história em que “os chefes e os heróis” desaparecem engolidos pela multidão é uma história sem rosto e sem memória”.


Mattoso refere ainda que “insistir na glória de Gama corresponde a esquecer que ele foi também o início de guerras, violência e opressões”, Miguel S. Tavares recorda que o que se celebra era a viagem e o seu significado reconhecido por todos os historiadores.


Miguel Sousa Tavares termina a “atacar” António Hespanha e José Mattoso.


No fundo, neste artigo podemos “ver” e sentir a indignação de Miguel Sousa Tavares a toda esta situação em que Portugal e Macau se encontravam, chegando mesmo a disparar críticas em várias decisões.


Sara Marques Mendes da Silva

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Queda

O governo caiu, viva o governo.

Estamos talvez perante uma das maiores crises que o nosso país já assistiu. Desta vez não existe um problema dinástico mas sim uma ausência total de competência e de fundos para gerir o país. Daqui para a frente Fica a incógnita.

Portugal sempre soube superar as suas crises mas esta não é ultrapassavel sem uma mudança profunda de mentalidades!

domingo, 20 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mudança de atitude! Podemos partir daqui... da Idade Média até hoje...

Pegando neste pequeno trabalho, penso que posso para dar uma ideia,partindo da História de Portugal, revisitada por José Mattoso e criar espectativas do modo que podemos usar, para projectar o Futuro!

Este pequeno livro deveria ser obrigatório nas aulas do Liceu!

Recensão Crítica

Livro estudado: “O essencial sobre A FORMAÇÃO DA NACIONALIDADE”
José Mattoso, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2007


Um livro que levanta questões essenciais e sugere análise à essência da questão proposta.


A fundação do Estado é estabelecida, pelo autor, em D. Afonso II e refere como possibilidade, a revolução e a crise de 1383-1385, como sendo o culminar da consciência nacional, alargada a todas as classes. Passa pela análise do início do movimento cultural, pelo menos, do identificável com o País, que é o dos trovadores galego-portugueses. Indica a época concreta, segunda metade do Séc. XIII, o que coincide, segundo o autor, com o período de montagem de um Estado verdadeiramente nacional. Há uma análise etnográfica e antropológica implícita, e mostra a multidisciplinariedade, com que um historiador deve exercer o seu ofício e produzir a sua historiografia. Mostra as diferenças entre ferramentas usadas nas várias regiões; idades de primeiro casamento, estruturas de parentesco e dos próprios sistemas económicos-sociais, por exemplo.
Faz uma observação muito concreta dos símbolos nacionais, e remete, para futuras investigações cuidadosas, o uso das armas régias como sinal de identificação assumido pelos portugueses, situação que ainda hoje se verifica.
Problematiza os efeitos das centralizações de poder, nas cidades, que ocorreram ao longo de vários séculos. Sendo mesmo, uma das questões mais importantes para o autor. Isto leva-o, a revelar-se altamente crítico para com o que chama de desprezo das diferenças ou ignorância. E vai mais longe. Refere a destruição dos valores culturais profundos que identificam a nacionalidade. É incisivo em relação às tendências centralizadoras, que culminaram nas actividades da Inquisição e no totalitarismo de Pombal.
Passando pela análise económica, esmiúça a incapacidade, desde os primórdios da nacionalidade, para a produção artesanal no País. Com uma tendência de obter recursos a curto prazo, Portugal nasce, e assim a sua identidade, que ainda hoje se revela numa impotência, incompreensível, segundo o autor, pela eventual falta de matérias-primas importantes.
Em resumo e revendo o contexto histórico, desde os tempos pré-históricos até à classe dominante, ou minoria culta, como o autor a eles se refere, concluímos a análise da obra. José Mattoso denota uma necessidade de repor alguma ordem no pensamento nacional e manifesta a intenção de propor, até, ordem de cariz político. Esta obra toma proporções de crítica concreta à manifesta falta de conhecimento ao nível dos intervenientes políticos nacionais. Vai elevando este cariz ao longo da sua leitura. Sendo uma obra de 1985/86, verifica-se a necessidade de fornecer pistas, dentro de um período político/económico conturbado da história de Portugal, que continua válido em 2011. Possivelmente ainda mais válido.

Esta obra contribui assim, para uma melhor análise das diferenças, que um território, relativamente pequeno, tem na sua essência. Dá um contributo às novas gerações. Propõe, uma análise cuidada de todos os factores que criaram a identidade nacional portuguesa e os cuidados a ter, na forma como a política é feita, de onde e por quem é praticada. Será, que, alguém com responsabilidades de “domínio” o leu?



Marco Randal Costa Marçal

quarta-feira, 16 de março de 2011

Minotauro

Caros Amigos,

Não querendo tapar o primeiro post do nosso Professor fica aqui a pedido de várias familias o mito do minotauro!

O Minotauro era descrito na Grécia Antiga como um ser meio homem meio touro o que nos pode levar a pôr em causa a visão que temos deste ser (metade superior touro, inferior homem). Eu sinceramente vou manter a visão clássica porque gosto da pinta do bicho assim. O Minotauro habitava o Labirinto que crê-se seria o palácio de Cnossos...ou não!

Quando o rei Minos tomou o trono de Creta o resto da rapaziada não achou muito piada. Minos como rei inteligente que era pediu a Poseidon que legitimasse o seu trono. Como? Oferecendo um touro branco como o Omo, branco mais branco não há! Como há sempre um senão nesta histórias o touro tinha de ser sacrificado em honra do deus. Minos não conseguiu pois nunca tinha visto algo tão belo. O desafio como não podia deixar de ser cai mal e Afrodite vinga-se fazendo com que a mulher de Minos, Pasífae, se apaixone loucamente pelo touro! Para piorar as coisas esta pede para construir uma vaca de madeira de modo a que pudesse fazer umas malandragens com o touro. Desta relação tórrida nasce o Minotauro que dada a sua natureza, ou falta dela, tinha de se alimentar de homens.

Minos sem saber o que fazer a este ser aconselha-se no oráculo de Delfos e este aconselha-o a construir um gigantesco labirinto para o Minotauro.

Todos os anos Atenas tinha que enviar sete rapazes e sete raparigas para dar de comer ao Touro de Minos. Teseu, filho de Egeu rei de Atenas, oferece-se para matar o Minotauro, informando o seu pai que caso saisse vitorioso desta tarefa regressaria a casa de barco com velas brancas caso contrário seriam içadas velas pretas. Teseu apaixona-se loucamente por Ariadne que o vai ajudar a percorrer o labirinto oferecendo o famoso novelo para que este não se perdesse. Teseu mata obviamente o Minotauro mas... esquece-se de mudar as velas para brancas. O Rei Egeu ao pensar que o seu filho tinha morrido suicida-se no mar que hoje tem o nome... Egeu!

Agora fica a questão: O que era o labirinto de Cnossos? Porque eram enviados jovens de Atenas?

Crises são oportunidades

Os Orallistas deveriam debater a validade desta afirmação que se ouviu mais de uma vez na Oficina de História realizada ontem.
As crises causam muito incómodo e mesmo desespero quando nós passamos por elas! Mas maior capacidade / competências para identificar a natureza da crise pode permitir-nos fazer o aproveitamento dela. É o que ouvimos mais directamente da Professora Maria Sousa Galito, que não podia falar mais alto sobre o assunto do que tentou fazer!
Também foi interessante a ideia lançada pelo Professor Silvério Rocha Cunha que apontou para simplificações de realidade complexa quando se procura soluções para crise, criando condições para novas crises.
Continuemos a ruminar estas e outras ideias. Mas não fiquem por aí! Partilhem as ideias. É um exercício que cria as competências que vieram adquirir no nosso Curso.
E para já empenhem-se por divulgar o nosso curso e procurar novos candidatos, colegas dos próximos anos!
Teotónio R. de Souza