quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Era uma vez...

Era uma vez o Martim Moniz, um nobre cavaleiro, oriundo de entre Douro e Minho um dos poucos portugueses que veio para ajudar o primeiro rei de Portugal na conquista de Lisboa. Inspirado por um acto heróico decide franquear com o seu corpo uma das portas de acesso norte ao Castelo dos mouros que estavam a sitiar a cidade Al -Uxbuna, para deste modo a entrada dos cruzados poder ser possível. Coitado, lá ficou espezinhado pelos cruzados que por cima dele tiveram de passar para assim conquistarem esta cidade moura. Martim Moniz passa assim a ser o maior herói desta conquista, o seu acto entra na prosperidade na nossa História Erudita, aquela que se baseia na tradição oral, que vai buscar as narrativas das crónicas o que muitos consideram verdade e não uma lenda. É transmitida oralmente passa de geração em geração. Há crianças que chegam ao pé de mim e perguntam-me onde está a famosa porta do Martim Moniz...há a curiosidade em saber onde morreu o herói, que deu a vida para os outros poderem tomar a cidade...este herói foi um grande símbolo no tempo do Estado Novo, é ensinamento nas escolas primárias para enaltecer mais um grande facto dos heróis do passado.
Afinal o que podemos retirar de rigor histórico a partir daqui? Sendo uma lenda tem o seu quê de verdade e por assim dizer o seu quê de invenção. Passemos a explicar o que é verdade, Martim Moniz era um dos poucos nobres cavaleiros do Condado Portucalense que participou na tomada de Lisboa, a maioria dos que vieram participar nas conquistas de Santarém e Lisboa eram cruzados do norte da Europa. Eles chegam por barco com D. Afonso Henriques, montam um cerco que leva 4 meses....e o resto, se houver oportunidade como estou à espera que haja irei contar-vos numa visita lá ao local onde ocorreu este acontecimento...
Lembrei-me de escrever isto, porque acabei de vir do teste de IH e numa das perguntas pedia para confrontarmos historiografia erudita com estórias e mitos...
Até uma próxima

3 comentários:

  1. Este é um dos vários mitos populares! Temos o caso que Afonso Henriques era manco das pernas, o pai era rabeta e a mão gostava era de mouros!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Muito bem Fátima, mas atenção às fontes! E tu até as tens e são directas! Refere-as sempre!Estamos a fazer muito mais do que a nova História, queremos ir mais à frente! Seremos muito mais à frente! Atenção aos comentários! Isto é caso de estudo para muitos... Força pessoal e continuem! Paixão cientifica e artistica ok? eheheh

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