sábado, 29 de janeiro de 2011

Os analfabetos não reivindicam

Tem existido algumas discussões acerca deste tema que é bastante discutível e por vezes polémico. A minha opinião é que os analfabetos reivindicam e quando o fazem são bem piores que os supostos literados. Surge esta reflexão depois do que tem acontecido nos países do norte de África nos últimos dias. Bastou um incendiar que outros foram logo atrás. Mais uma vez não aprendemos com aquilo que a história nos dá e consideramos como Salazar que os pobres e analfabetos não protestam portanto há que manter o povo assim. O problema de todos os líderes com horizontes curtos é que durante algum tempo estes realmente estão calados mas há-de chegar sempre um dia em que a classe mais oprimida se revolta e quando essa revolta chega não costuma ser com rosas e abraços, são com sangue!

Na minha opinião é importante termos um povo culto, não no sentido de ir à ópera, mas no sentido de saber pensar por si e essa cultura só se aprende se formos induzidos a ela desde pequenos.

Talvez devêssemos pensar nisto.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Documentários

Caros Amigos,

Finalmente parei de trabalhar mas como tenho a cabeça a 200 pensei que era bom vir aqui deixar uma ideia.

Que tal nos começar-mos a documentar aqui as nossas apresentações orais e visitas de estudo? Podemos por, quem quiser claro, os trabalhos apresentados e por mesmo fotografias das apresentações.

Aguardo feedback!

Documentários

Caros Amigos,

Finalmente parei de trabalhar mas como tenho a cabeça a 200 pensei que era bom vir aqui deixar uma ideia.

Que tal nos começar-mos a documentar aqui as nossas apresentações orais e visitas de estudo? Podemos por, quem quiser claro, os trabalhos apresentados e por mesmo fotografias das apresentações.

Aguardo feedback!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Era uma vez...

Era uma vez o Martim Moniz, um nobre cavaleiro, oriundo de entre Douro e Minho um dos poucos portugueses que veio para ajudar o primeiro rei de Portugal na conquista de Lisboa. Inspirado por um acto heróico decide franquear com o seu corpo uma das portas de acesso norte ao Castelo dos mouros que estavam a sitiar a cidade Al -Uxbuna, para deste modo a entrada dos cruzados poder ser possível. Coitado, lá ficou espezinhado pelos cruzados que por cima dele tiveram de passar para assim conquistarem esta cidade moura. Martim Moniz passa assim a ser o maior herói desta conquista, o seu acto entra na prosperidade na nossa História Erudita, aquela que se baseia na tradição oral, que vai buscar as narrativas das crónicas o que muitos consideram verdade e não uma lenda. É transmitida oralmente passa de geração em geração. Há crianças que chegam ao pé de mim e perguntam-me onde está a famosa porta do Martim Moniz...há a curiosidade em saber onde morreu o herói, que deu a vida para os outros poderem tomar a cidade...este herói foi um grande símbolo no tempo do Estado Novo, é ensinamento nas escolas primárias para enaltecer mais um grande facto dos heróis do passado.
Afinal o que podemos retirar de rigor histórico a partir daqui? Sendo uma lenda tem o seu quê de verdade e por assim dizer o seu quê de invenção. Passemos a explicar o que é verdade, Martim Moniz era um dos poucos nobres cavaleiros do Condado Portucalense que participou na tomada de Lisboa, a maioria dos que vieram participar nas conquistas de Santarém e Lisboa eram cruzados do norte da Europa. Eles chegam por barco com D. Afonso Henriques, montam um cerco que leva 4 meses....e o resto, se houver oportunidade como estou à espera que haja irei contar-vos numa visita lá ao local onde ocorreu este acontecimento...
Lembrei-me de escrever isto, porque acabei de vir do teste de IH e numa das perguntas pedia para confrontarmos historiografia erudita com estórias e mitos...
Até uma próxima

domingo, 23 de janeiro de 2011

Vamos pensar?

Tudo se enquadra num dado momento da História.
Com esta primeira frase tenho o intento de suavizar futuras interpretações que se façam em relação a este texto. O que nos vai dentro, nem sempre é perceptível através das nossas palavras, e das minhas, por vezes, sai de tudo, menos o que sinto, pois a mim, também o senso comum diz, “tem cuidado”. Tentarei espelhar ao máximo o que me vai na alma, só espero que o reflexo deste espelho não faça queimar as vistas dos menos “protegidos”.
Com este Blogue, em tom de brincadeira, mas muito a sério, escolhemos um nome que nos diz algo, a partir da escola dos Annales (para alunos de História um marco importante), em português fica sempre bem falar, reclamar, mas fica sempre por aí! Fala-se muito, acerta-se pouco! O oral está no fim! Mas não este sitio! Passaremos isto ao papel digital através deste Blogue! E permanecerá!
Hoje, dia 23 de Janeiro de 2011, acabou de ser conhecido o resultado da eleição Presidencial, que coloca, mais uma vez, o Sr. Prof. Aníbal Cavaco Silva no palácio de Belém. Não me choca nada esta situação, mas este espelhado que me sai de dentro, vem no sentido de vozes que vou ouvindo e lendo. Mais uma vez temos uma eleição pouco participada, tudo bem, está mais que falado, também não me choca. Então o que me leva a escrever estas linhas?
Um Pais pequeno pensa pequeno, dizia um Professor na Faculdade, um dia destes, mas depois reclamam, será que reclamam? Não me parece. Vou percebendo que a nossa evolução intelectual passa por questionar, isso leva-nos a pensar, mas o que fazer? Para já nada. Criar uma massa critica como diria o meu amigo Filipe! Sim é isso. Já alguém escreveu sobre isto. Mas o que nos faz ficar em silêncio nesta hegemonia controlada? Temos a barriga cheia? Dizem que não. Eu não acredito! Temos de estar bem. Vamo-nos desenrascando. Típico do Português. Mas afinal o que é ser português? Deixo no ar. Tenho a minha ideia, que a alma não quer espelhar. Quero somente deixar aqui um pequeno ensaio para pensamentos futuros. Temos de trabalhar mais perto uns dos outros e formar uma maior massa critica. Só a do Filipe não chega, com a minha somada à dele, também não. Vamos pôr em causa? Vamos arranjar soluções?
Não penso no futuro, quero-o agora! O futuro é tão longe que quando acabarem de ler isto ele já é passado. E no momento de fazer, estamos distraídos a olhar pró lado.
A História faz-se a cada minuto que passa, não é só de há séculos, é de agora!
Coloquem os vossos comentários, pensamentos, duvidas, talentos… Vamos fazer História!

Marco R.C.M.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Epopeia de Gilgamesh

Caros Amigos,

Hoje entreguei o trabalho de pré-clássicas que foi uma primeira abordagem à Epopeia de Gilgamesh. Aconselho todos a lerem este livro. Deixo-vos aqui a introdução que fiz a ver se dá para espicaçar um pouco a coisa.

"
A Epopeia de Gilgamesh conta-nos a história do rei de Uruk, na Mesopotâmia. Esta história foi descoberta algures no século XIX sendo que constitui uma das poucas referências históricas do período pós dilúvio. A história está escrita sobre a forma de poemas e não de narração um pouco ao estilo dos poemas Homéricos. O que o livro nos traz é uma história na qual podemos ter acesso a um misto de moralidade, tragédia e aventura. Esta epopeia tem algo que deve ser considerado muito interessante, pois estamos a falar de poemas escritos muito antes dos Homéricos, e já temos uma preocupação humana com o seu destino. A história do livro é trágica no sentido que o destino do homem está fadado, ou seja, não existe fuga à morte. Gilgamesh durante a sua jornada faz os possíveis para conseguir escapar aos destinos do homem, mas a tragédia reside no final de tudo, pois não existe volta a dar, o homem morre e esse é o seu destino. Esta situação dá-nos uma visão daquilo que era considerado para os sumérios a vida e o fim desta. Estes poemas começaram por ser primeiro transmitidos oralmente, crê-se que esta epopeia terá sido criada por volta do terceiro milénio a.C., sendo que só mais tarde terão sido escritos em placas de barro. Algumas das placas chegaram até nós em mau estado, como tem sido normal no que concerne à documentação suméria.

Os sumérios acreditavam que a realeza tinha descido dos céus a seguir ao dilúvio, o que confirma que Gilgamesh terá pertencido à primeira dinastia pós-dilúvio, sendo que é tido como o quinto desta linhagem. Esta é uma época da qual se sabe muito pouco daí que existam situações discrepantes como a de Gilgamesh ter vivido 126 anos. Para os sumérios a divindade tinha um papel bastante central sendo que as próprias cidades eram propriedades dos deuses, situação que mais tarde verificamos na Grécia, na qual cada cidade tem o seu deus protector. Estas cidades, como o caso de Uruk, tinham a característica de serem constantemente guerreadas o que demonstra um pouco o espírito guerreiro que fazia parte da forma de ser dos habitantes desta zona, o que não é de estranhar que o herói desta epopeia seja um rei guerreiro, por sinal com uma força sobre-humana.

Gilgamesh é uma personagem à qual não existem certezas absolutas sobre a sua existência. Ainda assim existem documentos que levam a crer que terá existido um rei com este nome. Este rei terá comandado uma expedição com o intuito de trazer cedros das florestas, situação à qual a epopeia não é alheia, pois Gilgamesh fará mesmo uma expedição a uma floresta de cedros com o intuito de matar o guarda desta floresta. Gilgamesh é uma personagem que não desaparece do imaginário sumério sendo que lhe é atribuído a função de juiz do mundo inferior, existindo mesmo preces que são dirigidas a este. O rei é nos relatado como um ser dois terços deus e o resto humano, dado que a sua mãe é uma deusa, Ninsum, de quem herda a beleza divina, a força sobre-humana. Do seu pai, ao qual durante o livro várias vezes o invoca como sendo Lugulbanda, terceiro rei da presente dinastia, herda aquilo que faz dele humano, a morte, pois só os deuses são eternos. É impossível não referir Aquiles após esta discrição. Gilgamesh é um personagem sempre em busca da glória e que o seu nome perdure para sempre, mas também é alguém atormentado com os problemas da mortalidade do homem. Toda esta situação traz todo um pessimismo à epopeia que acaba por ser espelho da sociedade suméria aos quais a vida eterna era uma vida de sofrimento, portanto mais valia a pena não ter essa “sorte”. O pessimismo sumério perante a efemeridade da vida deveria ter origem no facto de a forma de vida guerreira e as constantes guerras entre as cidades não deixarem alternativa senão considerar que a vida estava fadada a ser curta. Existe também o papel dos deuses, que conforme a sua vontade iam acontecendo as mais diversas desgraças e como tal provocava o tal pessimismo. Nesta epopeia a vontade dos deuses tem um papel fundamental no seu desenrolar.

Esta epopeia está dividida em capítulos muito específicos nos quais o herói tem sempre a vontade de imortalizar o seu nome. A história começa em Uruk, com Gilgamesh já adulto, descrito como um homem de uma força sem igual. É também visto como alguém com uma beleza divina mas ao mesmo tempo é uma personagem insatisfeita. Durante a epopeia Gilgamesh irá ter um amigo de nome Enkidu que é-nos apresentado como alguém simples a viver juntamente com os animais. A história inicial desta personagem faz lembrar um pouco a história do homem sem pecado, Adão, e ao qual é dado a conhecer o pecado através de uma prostituta. Após este episódio podemos considerar que Enkidu perde a inocência mas também a sua simplicidade. A morte do futuro grande amigo de Gilgamesh traz-lhe um grande desgosto, a ideia de morte certa toma conta do herói e é aí que o rei parte na busca do seu companheiro."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

1º Post

Bem Vindos Amigos!

Este é o NOSSO blog para postarmos todo o conteúdo com o mínimo de interesse e realizarmos algumas tertúlias!