sábado, 3 de setembro de 2011

Homenagem ao Prof. Charles Boxer

http://dl.dropbox.com/u/35821883/CRB.pdf
Caros oralistas,
podem baixar o ficheiro a partir do link acima. Pode não continuar disponível muito tempo por motivos de espaço no Dropbox. Recomendo a todos a instalarem dropbox e utilizar as suas funcionalidades.
Teotónio R. de Souza

sábado, 30 de julho de 2011

Muitos trilhos da libertação de Goa

Goa celebra 50 anos do fim do regime colonial português. Uma festa antecipada dos goeses em diáspora teve lugar em Londres, 22-24 de Julho.
Vai no link que segue o texto inteiro da minha comunicação aos participantes no 1º dia da Convenção de Goa Global.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Deriva dos continentes e vários Adões!?

Já há quem duvida que todos os homens do mundo tenham saído da África! E os elefantes e outras espécies também emigraram com jangadas?
http://bit.ly/omXECR

domingo, 10 de julho de 2011

Novas leituras da Biblia

O que terão Marcos, Filipe, e outros a dizer sobre isto?
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/belief/2011/apr/04/jesus-gay-man-codices

domingo, 26 de junho de 2011

Clube Bilderberg para uma nova escravatura?

http://www.gloriainacselsis.com.pt/Clube Bilderberg.pdf

Meus caros licenciandos, leiam o texto e comentem. Estará a realizar-se a profecia de George Orwell? Afinal o Big Brother vai tomando conta das nossas vidas?

Nos Passos de Magalhães

Este video é só a apresentação do programa de Gonçalo Cadilhe no programa em que este segue os Passos Magalhães. De referir que há uma parte passada em Goa. Vale a pena ver.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Portugal, a Hora da Verdade




É um livro escrito por um economista português, chamado Álvaro dos Santos Pereira.
É docente da Simon Fraser University ( Vancover, Canadá), onde lecciona Política Económica e Desenvolvimento Económico.
É autor do blog http://www.desmitos.blogspot.com/
E é o primeiro livro de Economia que me despertou interesse. Vi a capa na Bertrand, e realmente quem estuda Marketing/ Publicidade sabe o que faz, pois as capas de livros são digamos responsavéis também em parte para apelar o consumidor a comprar determinado livro. E neste caso, apresenta uma imagem de Portugal afundar-se, enquanto Espanha está firme na sua plataforma continental! E vejam, eu atraí-me por uma capa que vejo Portugal a afundar-se! Fez com que pegasse no livro e começasse ainda a medo...a desfolhar o livro. Até que fiquei deveras intrigada por não me "assustar" com a linguagem que apresentava o livro. Isto é, uma linguagem completamente acessível para quem seja leigo como eu, no que respeita a leituras desta temática.


Eis alguns exemplos dos capítulos pertencentes à obra:

* A Crise de um Século

*A Grande Recessão Portuguesa

*A Crise das Finanças Públicas

* O Que Fazer para Vencer a Crise Económica Nacional

*Retomar o Sucesso

*Programa deTransparência e anticorrupção

etc etc....

Irei dar um exemplo, no que respeita à promoção da Marca Portugal, como forma de incentivo para exportar o que temos, o autor defende o seguinte:

"Na Grã - Bretanha, no Canadá e noutros países, os produtos agricolas, e alguns produtos industriais, costumam apresentar uma bandeirinha do país (...) ao verem o emblema nacional(...) muitos consumidores optam por comprar o produto nacional.

(...) Nós não o fazemos, não pelo menos de uma forma sistemática. Porquê? (...) continuamos a pensar que colocar uma bandeira nacional num produto português, é ser-se saloio, parolo, pouco desenvolvido. Continuamos a pensar o que é moderno é ser-se europeu e ter vergonha dos símbolos nacionais. Um disparate como é óbvio. Se o fosse, porque é que os países mais avançados o fariam?"

É um exemplo de tantos, que autor faz neste livro como forma de expor várias soluções de como vencer a crise nacional.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As fontes na História

Real Academia de História espanhola vai alterar entrada sobre Franco no seu dicionário

A polémica entrada relativa a Francisco Franco no recém-editado Diccionario Biográfico Español vai sofrer alterações na versão digital, que ainda não tem data de publicação, anunciou a Real Academia de História espanhola. O assunto, notícia o “El País”, será discutido nesta sexta-feira numa reunião dos responsáveis da Academia, que emitiu entretanto um comunicado reconhecendo que algumas entradas precisam de ser revistas.

“Pode haver, sem dúvida, um subconjunto de entradas que necessite, perante o debate, de uma revisão historiográfica e editorial, susceptível de ser integrada de forma rápida na edição digital e em posteriores edições em papel”, diz o comunicado, citado pelo “El Mundo”. A Academia explica ainda que “as biografias são da responsabilidade dos seus autores” e que a instituição não as quis modificar “embora, por vezes, houvesse discrepâncias em relação ao conteúdo delas”. Mas defende-se garantindo que os seus membros “actuaram sempre […] com total independência, respeito pelo pluralismo e a liberdade individual, sob limites normativos (estatutos e regulamentos) ”.

O texto que originou a polémica é da autoria do professor Luis Suárez e, segundo as críticas que têm surgido, sofre de falta de rigor científico porque o autor tem uma clara simpatia pela figura de Franco, e não menciona, por exemplo, as dezenas de milhares de vítimas do franquismo.

Luis Suárez, sublinha o “El País”, é presidente da Irmandade do Vale dos Caídos e está ligado à Fundação Francisco Franco, o que lhe permitiu um acesso privilegiado a documentação relativa ao ditador, facultada pela filha deste, Carmen Franco – ditador é, aliás, uma palavra que Suárez se tem recusado a utilizar nas entrevistas que tem dado sobre o assunto.

A Real Academia tem sido criticada pela forma como são escolhidos os autores das entradas do dicionário, uma obra de 50 volumes (dos quais foram lançados 25 na semana passada) com 850 páginas cada. Historiadores respeitados que não pertencem à Academia não participam na obra, porque os membros da instituição podem escolher o assunto sobre o qual pretendem escolher, processo que levou Suárez a escrever a entrada sobre Franco.

in Público

domingo, 22 de maio de 2011

As fontes da Fé

Maio é o mês das aparições de Fátima. Há quem diga das alegadas aparições, pois põe-se em causa se teriam existido, ou se foi mesmo a Nossa Senhora que apareceu a 3 crianças ou outra entidade.
Sobre a história de Fátima o que se sabe? A 13 de Maio de 1917 segundo testemunho de 3 pastorinhos uma senhora mais brilhante que o sol e que vinha do céu apareceu-lhes em cima de uma azinheira e pediu-lhes para rezar o rosário todos os dias, para assim rezar pelos pecadores. Até agora não passa de uma história inocente. O mais marcante e que move milhões em todo o mundo de crentes ainda hoje e mais do que nunca, além do acontecimento em si que acaba por ser fora do normal, é a mensagem de Fátima dividida em 3 segredos.
E fontes? Onde há veracidade de tais factos? Estão nas cartas da irmã Lúcia no link seguinte poderão ver afinal quais os 3 segredos que pertencem a um conjunto de aparições que culminaram em 13 de Outubro de 1917. Segredos de Fátima.
Como para acreditar temos de ver, houve aquilo que chama de milagre colectivo no último dia das aparições, o sol segundo testemuhos oculares de crentes e cépticos num total de 17 000 , foi visto como se bailasse no céu e fosse prestes a explodir tão grande pareceu ser. Tal como indica a fonte do Século como poderão ver no link que se segue: Milagre de Fátima. Eis uma citação retirada desse jornal: " E assiste-se então a um espectáculo unico e inacreditavel para quem não foi testemunha d”ele. Do cimo da estrada, onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter à terra barrenta, vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possivel fitar-lhe o disco sem o minimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-hia estar-se realisando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:

- Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!"

Notas pessoais: Em cima de tudo eu sou crente de Fátima. Desde pequena quando os meus pais me ensinaram o significado de Fátima e a minhas idas ao Santuário que sinto Fé, nunca questionei se não teria sido assim. Mas com o passar dos anos quis aprofundar os meus conhecimentos em detalhe sobre tudo o que Fátima quer dizer, e como negar as evidências?
Como 3 pastorinhos sabiam que a 1a Guerra ía acabar e outra ainda mais forte iria surgir? Como sabiam da Rússia e do Comunismo que iria surgir, aliás em 1917 a 25 de Outubro, Lenine e os bolcheviques entram no poder com a primeira revolução russa!
O papa que iria ser morto, acabou por ser João Paulo II que sofreu o atentado no dia 13 de Maio, precisamente salvo por um milagre...e na Praça de S. Pedro a completar a profecia dos mártires e santos que estão representados à volta da Praça.
Por aí fora, por aí fora...
Há sempre constrangimento quando se fala destes temas. Pois a sociedade por norma não aceita o que vem da Fé, a não ser que se comprove por testemunho de visão e assim poder acreditar em algo que seja transcendental . Ou simplesmente é tema completamente anulado, nem sequer se fala pois, não se sente nele valor ou importância.
Eu com este texto não quero impor a ninguém a crença que eu mesma tenho. Quis sim passar apenas e só o meu testemunho de quem não viu, mas mesmo assim crê.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

etiologia genética dos portugueses

http://www.cell.com/AJHG/fulltext/S0002-9297(08)00592-2?large_figure=true

Um estudo muito interessante para quem se interessa pela genealogia profunda dos portugueses.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A beatificação

Em 1978 a Igreja católica chegou a conclusão que o sucessor de Pedro devia ser um polaco de nome Karol Wojtyla. Vitima da invasão alemã e do comunismo no seu país, mais conhecido por João Paulo II, foi papa entre 1978 e 2005 tendo sido beatificado este domingo para júbilo de muitos.

Na minha humilde opinião não se deu tempo ao tempo. João Paulo II foi um papa dinamizador da igreja católica e sempre muito virado para os jovens, mas como ser humano que era tinha os seus defeitos. Quando se ascende a beato convém não ter uma lista de casos pouco abonatórios. Começa por ser o papa que passou um pano por cima da pedofilia praticada por padres chegando a proteger padres acusados. A perseguição aos teólogos foi outra das suas pechas ou a cereja no topo do bolo: a comparação do aborto com o Holocausto.

Sinceramente deve-se dar tempo para a História fazer o seu julgamento, não foi o caso. Porquê? Politica. Estará correcto?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morte de Bin Laden será o fim de Al Quaeda?

http://bit.ly/lmcALw
É um fenómeno que já parece ter ganho vida autónoma e não precisava de Bin Laden para ser orientado! A conhecida organização em células dormentes e células autónomas preparou a sua continuidade. Seria interessante estudar as suas semelhanças e diferenças com a maçonaria ocidental.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

VMG - muito aberto ao passado, muito duro com o presente!

O que diz o PÚBLICO de hoje.

O passado não determina o futuro!


http://bit.ly/ilWs7z
É interessante a evolução do novo Egipto pós-Mubarak.


Há incógnitas na evolução da História! Nunca existe único rumo possível. A destruição da Líbia de Gadhafi poderá trazer novas surpresas aos americanos, franceses e ingleses! Poderá sair-lhes o tiro pela culatra!

Piores notícias poderá tê-las Israel, embora não seja um gato entre os pombos!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A República, ponto de vista pessoal

Caros amigos, este meu texto de pouco tratará de fonte como ponto de partida a algum estudo. O que pretendo escrever é a partilha do meu ponto de vista pessoal sobre um assunto histórico.

A meu ver, o Fado não poderia existir em mais nenhum país do mundo a não ser em Portugal, isto porque fala de um estado de ser de um povo que se lamenta, mas ao mesmo tempo é feliz, a história de um povo que luta por ideais, mas ao mesmo tempo acaba em utopias, o fado também fala de saudade, sentimento de algo que já passou, mas que dói por não o termos no presente. O fado é a canção do povo, o que faz parte de uma busca incessante de se cumprir o que é ser português. E foi o regicídio tomar lugar precisamente onde séculos antes a inquisição acabou por matar centenas de inocentes...e no entanto essa "maldita" praça acaba por ser uma das mais belas do mundo...e eu pessoalmente gosto muito de por ali passear, vá-se entender? São ironias e curiosidades das quais não sei como explicar.

Se recuarmos à praça do Comércio naquele dia primeiro de Fevereiro em 1908, o povo estava para festejar a chegada do rei e de sua família de uma caçada de Vila Viçosa e de repente foi apanhado em surpresa pelo primeiro tiro, para em seguida ficar em estado de choque pelos sucessivos assassinatos que aconteceram naquele dia, não apenas aos dois herdeiros ao trono, mas também aos seus executores.

O meu avô na altura com apenas 9 anos de idade foi uma das testemunhas desse dia, mais a minha bisavó, e se quem quis cortar de forma drástica a monarquia em Portugal pensava que iria ter apoiantes naquele povo que dava vivas ao Rei, engana-se, no caso do meu avô ficou sempre monárquico, transmitiu os valores da monarquia à minha mãe, e eu, devo confessar que simpatizo sim, mas, de todo, tenho consciência que não seria concerteza D. Duarte Pio a figura que gostaria de ver sentado no trono português...portanto, tudo isto é muito complicado.

O Fado, voltando ao nosso Fado...enquanto definição também de destino, onde entra depois da morte ao Rei? Entra momento que o país não mais recuperou a sua estabilidade total. Tivemos monarquia durante quase 900 anos, ou bem ou mal, Portugal andava a governar-se assim já durante muitos séculos, toda a sua cultura, modo de vida económica e social estava ligado à monarquia...não foi por um punhado de republicanos que de repente a nossa identidade vira de um dia para outro uma republica...nada disso, o que nós temos desde 1910 é algo imposto, à custa de vidas, com enorme vontade de ideais republicanos vindos de elites intelectuais, homens letrados e dos quais ninguém lhes tira o valor, mas, repito, isto tudo o que escrevo aqui é do meu ponto de vista, foi um acto precipitado.

Analisemos que depois de ter sido Manuel de Arriaga eleito o primeiro Presidente português, até 1926, são 16 anos que se apelidam de primeira República houve 45 governos e 8 presidentes da Republica. E depois? sabemos muito bem o que houve, uma ditadura para acabar com a "rebaldaria" se estava a passar em Portugal, portanto, ninguém governava.

Hoje em dia, a instabilidade bateu-nos à porta mais uma vez, eu assisto a isto tudo de um modo sereno, sem alarme, porque sem saber bem como, Portugal sempre teve este dom de renascer das cinzas...Não importa seguir a Espanha ou outro país da Europa com melhor estilo de vida, pois jamais nos iremos encaixar nos modelos de sociedade seja lá de quem for...pois somos mesmo uma jangada de pedra.

O que nos resta mesmo será o Fado para consolar os dias que virão. E o tipico deixar andar português. Mas não nos devemos contudo limitar a ficar com o rótulo que estamos à rasca, vamos agir, pois por muito Fado que haja, o agir é palavra de ordem.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A Crise

Caros amigos oiçam as noticias. O país esta a dar as ultimas. Assistimos a tempos no mínimo interessantes. Vivemos dias que farão historia!

terça-feira, 29 de março de 2011

Recensão critica feita por Vitor Fuseta

Na Crónica “De Macau até à Índia: o fim da História” escrita por Miguel Sousa Tavares, em 1998 para o Jornal “O Público”, deparamo-nos com uma metáfora referente aos descobrimentos portugueses do século XV. A verdade é que, Miguel Sousa Tavares de uma forma objectiva e frontal, critica a actuação dos portugueses em Macau e a maneira como Macau é vista – como uma “forma de dinheiro fácil”, bem como o facto de Portugal ter tido a hipótese de se retirar de lá durante muito tempo, deixando-se arrastar por um longo período que só iria terminiar em 1999. Paralelamente, segundo Sousa Tavares, enquanto os Portugueses anseiam que chege essa data (1999), comemoram a Expo 98 – Exposição Internacional de Lisboa de 1998 – que alude à viagem de Vasco da Gama até à Índia, o que traz uma certa ironia, visto que quer a Índia quer Macau foram descobertas graças aos Descobrimentos Portugueses pelas mesmas razões: políticas e sobretudo económicas; é neste contexto que Miguel Sousa Tavares critica José Mattoso e António Hespanha.
O Autor da crónica não concorda com Mattoso quando este afirma que não se deve fomentar o mito em história (relativamente à Expo 98). Todavia, para mim, tem Mattoso uma certa razão no sentido que para uma análise histórica e crítica histórica, este não é propriamente viável devido ao seu carácter fantasioso, imaginário e didáctico que de natureza histórica pouco ou nada tem. Se pelo contrário, Mattoso declarasse o não fomento de lendas aí já poderia concordar com Miguel Tavares, pois estas possuem uma maior veracidade histórica interessando em larga medida para a crítica histórica. Todavia, podemos dizer que o povo português vive de mitos, vive de ídolos, de personagens que se destacaram e que eliminar isso é extremamente dificil, contudo dev-se fazer um esforço para tornar esses mitos, ídolos, personagens o mais credível possível através de uma maior crítica histórica junto da população portuguesa.
De facto, sim cada povo deve exaltar a sua história, os seus feitos, mas não o deve fazer de qalquer forma, para celebrar a história é preciso que esta tenha um fundo verdadeiro, que não seja falsa, que não esteja envolvida em inúmeras incertezas, e é isso que Mattoso queria afirmar, havendo possivelmente uma interpretação errada aqui de Miguel Sousa Tavares, quando assegura que Mattoso vai contra a exaltação da História.
O que de facto concordo com Miguel Sousa Tavares indubitavelmente é o facto de ao celebrar algo, não estamos a esquecer as consequências negativas que isso trouxe ou possa ter trazido, porque elas vão estar sempre presente no nosso dia, tendo sempre um reflexo no futuro. A história não deve ser julgada mas sim compreendida de uma forma justa, verdadeira e contextualizada na sua época, pois um Historiador que se preze tem que saber abstrair-se de qualquer juízo de valor não se esquecendo, porém que vive num tempo diferente cujos pensamentos, valores ou tradições mudaram, e que não se pode antecipar o futuro. Mattoso fez de facto um juízo de valor, mas não à luz de pensamentos ou argumentos terceiro-mundistas, mas sim à luz do que a ambição nos homens traz, quando se referiu à violência e à opressão na Índia
Em suma, a História de um povo não é perfeita e nunca o será, devido às pecularidades e características de uma pessoa humana, porém deve ser contada, deve ser exaltada, sempre com um fundo histórico verdadeiro e apoiado em factos históricos comprovados, não esquecendo quer a importância das massas quer a importância de personagens que emergiram dessas mesmas massas, pois cada indivíduo tem o seu papel na história.

Recensão critica feita por Rui Rodrigues

1-Explicitação objectiva do assunto:

Miguel Sousa Tavares, escreveu um artigo de opinião dividido em três partes.
Primeira: abordagem á descolonização de Macau ou o fim da administração portuguesa de Portugal nesse território
Segunda: Uma crítica sobre as celebrações do 5º Centenário da viagem a Índia de Vasco da Gama
Terceira:
Crítica ao historiador José Mattoso sobre a viagem de Gama e questiona o papel da História, contestando as opiniões expressas por este historiador, no jornal "Publico", de 13 de Maio de 1998.

2- Criticas específicas contidas no artigo
O autor, critica severamente Portugal, por legitimar um território que não passa de um casino, de um bordel, de bandos de criminosos organizados, onde a bandeira portuguesa está hasteada sem dignidade.
Miguel Sousa Tavares, pensa que as inúmeras viagens dos governantes e o fechar de olhos ao que se passa em Macau é uma mentira coberta por um pacto de silêncio, chamado de Desígnio nacional.
Para o autor ao contrário das descolonizações africanas, em Macau houve e há tempo para preparar a saída porem o estado português prefere alimentar-se da galinha dos ovos de ouro, ou seja, dinheiro fácil.
"Quando o estado resume a sua função a um croupier não há dignidade que resista". Com o dinheiro do jogo ainda se fizeram algumas obras públicas, mas e difícil transformar dinheiro sujo em dinheiro limpo.
O jogo, o crime, a prostituição, a droga, os bandos organizados são realidades mascaradas por interesses económicos, tanto por Portugal como pelo território de Macau.
Miguel Sousa Tavares diz que um estado que se alimenta do jogo e um estado que fomenta o crime. Assim ele pensa que se devia abandonar de imediato o território.


Na segunda parte, são criticadas as celebrações do 5º Centenário da viagem a Índia de Vasco da Gama e a comissão encarregada de comemorar as descobertas.
O autor acha um exagero a obra da Expo-98 pelo gasto de dinheiro vindo dos impostos dos contribuintes.
Ele interroga-se qual será o espaço dedicado a Vasco da Gama e a Índia e põe em causa o tema "os oceanos".
Miguel Sousa Tavares manifesta um profundo descontentamento com o comissário das descobertas


Na terceira parte: Critica o historiador José Mattoso sobre a viagem de Gama e questiona o papel da História, contestando as opiniões expressas por este.
O autor, mais uma vez critica na pessoa de José Mattoso o miserabilismo das celebrações da viagem de Gama, pois Miguel Sousa Tavares acha que o historiador trata este facto de uma maneira superficial, não lhe dando a importância merecida.
O autor é contra a história ser feita pelas massas e os grupos sociais e não pelos chefes ou génios, apelida estas teses de marxistas e antigas, não pode haver história se os chefes ou os heróis desaparecerem. Ele compara esta tese aos tempos do PREC (tempos vividos imediatamente a revolução de 25 de Abril), onde a concepção marxista da história chegou ao ponto de fazer desaparecer os grandes nomes dos heróis da história de Portugal. O escritor cita várias vezes Mattoso e as suas ideias sobre a consistência histórica e interroga-se, se figuras históricas como Bartolomeu Dias ou Fernão de Magalhães foram um mito e também se questiona como teria sido a história sem Colombo, sem Infante D. Henrique, sem o Marquês de Pombal e sem Salazar, teriam as coisas acontecido da mesma forma?
Miguel Sousa Tavares, por fim fala-nos do argumento terceiro-mundista utilizado por José Mattoso ao referir que Gama também foi responsável pela guerra, violência e opressão na Índia. O autor acha que um historiador deve julgar a história no seu contexto exacto e não segundo os valores da actualidade e ironiza ao ponto de questionar se foi Vasco da Gama que ensinou a Índia a fazer bombas atómicas. Ele conclui que José Mattoso e António Hespanha, tratam os outros como "provincianos" e eles os donos do conhecimento, que apesar de defenderem a história e os feitos históricos, tendo por base as massas, recusam-se a partilhar os seus conhecimentos com essas mesmas massas.


3-A minha reflexão critica:
Quanto ao tema de Macau estou de acordo apesar de não concordar com a comparação com as descolonizações africanas, pois são contextos diferentes e não nos podemos esquecer que em Macau a maioria da população não era portuguesa, logo não poderíamos adoptar um modelo etnocêntrico, mas sim um modelo relacional de respeito pelo multiculturalismo que e na minha opinião, foi erradamente interpretado por Miguel Sousa Tavares como cúmplice.
Em relação á Expo-98, enganou-se, pois ainda é uma referência de Portugal e um espaço de cultura e testemunho histórico.
Quanto ao historiador José Mattoso, estou em completo desacordo, pois partilho da ideia que todas as obras históricas ou feitos históricos celebram sempre as massas, ou seja, o povo português. Também considero que os vários heróis da história portuguesa são devidamente celebrados, tanto no dia-a-dia, como por exemplo nos currículos escolares, como no plano nacional, como por exemplo o dia de Portugal e de Camões e até porque Camões ao escrever os Lusíadas, na parte da Dedicatória, dedicou a sua obra, nas também os grandes feitos históricos ao povo português e não passa pela cabeça de ninguém, apelidar Camões de um autor marxista.

De Macau à Índia: o fim da história de Miguel Souza Tavares


De Macau à Índia: o fim da história de Miguel Souza Tavares publicação de 15 de Maio de 1999 no jornal Público



Miguel Sousa Tavares fez uma visão geral do panorama da última colónia dos Descobrimentos (desde 1557) acerca da situação de Macau antes da mudança para a China. É sabido que em Macau existia muito crime, muita corrupção. Que por detrás da bandeira de Portugal se esconde a herança cultural, e o bom nome da pátria. Já não éramos nós a governar mas sim os chineses, eram eles que tinham a maior parte dos negócios em Macau. No ano de redacção deste texto, 1999 estavam-se a viver os últimos tempos da posse de Portugal sobre Macau. M. Sousa Tavares refere que depois da experiência de 1975 com a dependência das colónias Africanas que o mesmo não se passe com Macau. Menos desordem nacional. Desde então os cerca de 24 anos que separam a "revolução dos cravos" para o inicio da nova história sobre a descolonização está prestes a começar.


Os portugueses esperam deixar então uma marca que torne memoráveis todos os séculos de ocupação desde o século XV ao século XX.


Uma outra opinião de Miguel Souza Tavares é o de que qualquer Português que vive em Macau está ansioso para que surja o dia da passagem de Macau para os chineses. E critica os chineses de terem posto um contador decrescente dos dias para tomarem posse.



Na segunda parte do texto o autor escreve que a maior das vergonhas que vê é sobre a celebração do 5º centenário da viagem à India de Vasco da Gama. O ano de comemorações das Descobertas. E a Expo98 foi construida a base de dinheiros vindos dos impostos até ao montante que nunca foi descoberto se realmente foi esse o objectico. Seria importante que tivesse havido mais propaganda as viagens feitas pelo Vasco da Gama pelos três continentes e dois mundos diferentes, numa exposição universal onde a única coisa que existia era um video sobre os oceanos e a sua viagem.



Na terceira parte e última o escritor aponta e critica o Professor José Matoso pela falta de iniciativas que ouve pelo 5º centenário das celebrações de Vasco da Gama à India e que os historiadores deviam dar maior relevo a todos os que fizeram história e que estavam ao serviço do rei, neste caso ao serviço do Rei D. Joao II. A história não é so feita dos homens grandes mas tambem das massas. Miguel Sousa Tavares olha para aquilo que é oessencial da história, que é o conjunto de historias, de grupos de massa, e depois é dai que emergem as grandes personagens. Como o caso de Estaline e de Lenine. E no caso português temos Salazar e Afonso Albuquerque. E se estes desaparecem não há história.


Criam-se mitos em torno do passado de personalidades, como o exemplo que Salazar é o salvador da pátria ou que D. Sebastião devido à lenda que se refere ao seu regresso numa manhã de nevoeiro para salvar a nação.


Na história deve-se sempre observar os dois lados da questão, ou seja, se Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia foi também o causador de muitas guerras, de violência, e de opressão para com os povos colonizados, segundo os indianos.


Para acabar Souza Tavares critica José Mattoso e outros historiadores que devem ter como princípio julgar o contexto histórico segundo aquilo que aprendeu sobre a época. Analisar e criticar segundo as fontes que dispõem.


Deve o historiador ser o primeiro a querer celebrar as datas mais importantes do país, principalmente grandes nomes da história como José Mattoso.




Catarina Vaz



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segunda-feira, 28 de março de 2011

Recensão Critica - De Macau à Índia

TAVARES, Miguel Sousa, De Macau à Índia: o fim da história, Espaço Público, 15 Maio 1998


O artigo “De Macau à Índia: o fim da história”, de Miguel Sousa Tavares, publicado no Público a 15 de Maio de 1998, é dividido em 3 partes.

Na primeira parte, Miguel Sousa Tavares começa por fazer referência a uma pergunta do Diário de Notícias: “o que poderá Portugal fazer para travar a violência em Macau”, à qual dá uma resposta concisa, de que na altura, Portugal poderia fazer muito pouco, apesar de também não querer. Mas se quisessem, tinham de fechar os casinos e proibir o jogo, pois Miguel S. Tavares reforça, mais a frente no artigo, a ideia de que “onde há jogo, há crime”.

Na opinião do autor, “Macau não passa de um bordel e um casino onde flutua, sem dignidade nem sentido, a bandeira portuguesa” e por conseguinte “uma terra de dinheiro fácil” para Portugal.

Acaba esta primeira parte demonstrando a sua incompreensão e desilusão perante os actos dos portugueses nesse território.


Na segunda parte, Miguel Sousa Tavares destaca a obra da Expo-98, da qual todos os portugueses contribuíram com os seus impostos e que supostamente todos deviam saber qual “o espaço dedicado à viagem à Índia de Gama”, mas que esta informação apenas estava contida num CD-ROM, no Pavilhão de Portugal.


Na última parte, refere a entrada do professor José Mattoso no assunto, quando este chama a viagem à Índia de Vasco da Gama como “um momento passageiro”, dentro de “um movimento de grande amplitude”. Continuando a proclamar que “a história não é feita pelos chefes e génios, mas pelas massas e os grupos sociais”, mas Miguel Sousa Tavares não concorda, e chega a afirmar que “ uma história em que “os chefes e os heróis” desaparecem engolidos pela multidão é uma história sem rosto e sem memória”.


Mattoso refere ainda que “insistir na glória de Gama corresponde a esquecer que ele foi também o início de guerras, violência e opressões”, Miguel S. Tavares recorda que o que se celebra era a viagem e o seu significado reconhecido por todos os historiadores.


Miguel Sousa Tavares termina a “atacar” António Hespanha e José Mattoso.


No fundo, neste artigo podemos “ver” e sentir a indignação de Miguel Sousa Tavares a toda esta situação em que Portugal e Macau se encontravam, chegando mesmo a disparar críticas em várias decisões.


Sara Marques Mendes da Silva

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Queda

O governo caiu, viva o governo.

Estamos talvez perante uma das maiores crises que o nosso país já assistiu. Desta vez não existe um problema dinástico mas sim uma ausência total de competência e de fundos para gerir o país. Daqui para a frente Fica a incógnita.

Portugal sempre soube superar as suas crises mas esta não é ultrapassavel sem uma mudança profunda de mentalidades!

domingo, 20 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mudança de atitude! Podemos partir daqui... da Idade Média até hoje...

Pegando neste pequeno trabalho, penso que posso para dar uma ideia,partindo da História de Portugal, revisitada por José Mattoso e criar espectativas do modo que podemos usar, para projectar o Futuro!

Este pequeno livro deveria ser obrigatório nas aulas do Liceu!

Recensão Crítica

Livro estudado: “O essencial sobre A FORMAÇÃO DA NACIONALIDADE”
José Mattoso, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2007


Um livro que levanta questões essenciais e sugere análise à essência da questão proposta.


A fundação do Estado é estabelecida, pelo autor, em D. Afonso II e refere como possibilidade, a revolução e a crise de 1383-1385, como sendo o culminar da consciência nacional, alargada a todas as classes. Passa pela análise do início do movimento cultural, pelo menos, do identificável com o País, que é o dos trovadores galego-portugueses. Indica a época concreta, segunda metade do Séc. XIII, o que coincide, segundo o autor, com o período de montagem de um Estado verdadeiramente nacional. Há uma análise etnográfica e antropológica implícita, e mostra a multidisciplinariedade, com que um historiador deve exercer o seu ofício e produzir a sua historiografia. Mostra as diferenças entre ferramentas usadas nas várias regiões; idades de primeiro casamento, estruturas de parentesco e dos próprios sistemas económicos-sociais, por exemplo.
Faz uma observação muito concreta dos símbolos nacionais, e remete, para futuras investigações cuidadosas, o uso das armas régias como sinal de identificação assumido pelos portugueses, situação que ainda hoje se verifica.
Problematiza os efeitos das centralizações de poder, nas cidades, que ocorreram ao longo de vários séculos. Sendo mesmo, uma das questões mais importantes para o autor. Isto leva-o, a revelar-se altamente crítico para com o que chama de desprezo das diferenças ou ignorância. E vai mais longe. Refere a destruição dos valores culturais profundos que identificam a nacionalidade. É incisivo em relação às tendências centralizadoras, que culminaram nas actividades da Inquisição e no totalitarismo de Pombal.
Passando pela análise económica, esmiúça a incapacidade, desde os primórdios da nacionalidade, para a produção artesanal no País. Com uma tendência de obter recursos a curto prazo, Portugal nasce, e assim a sua identidade, que ainda hoje se revela numa impotência, incompreensível, segundo o autor, pela eventual falta de matérias-primas importantes.
Em resumo e revendo o contexto histórico, desde os tempos pré-históricos até à classe dominante, ou minoria culta, como o autor a eles se refere, concluímos a análise da obra. José Mattoso denota uma necessidade de repor alguma ordem no pensamento nacional e manifesta a intenção de propor, até, ordem de cariz político. Esta obra toma proporções de crítica concreta à manifesta falta de conhecimento ao nível dos intervenientes políticos nacionais. Vai elevando este cariz ao longo da sua leitura. Sendo uma obra de 1985/86, verifica-se a necessidade de fornecer pistas, dentro de um período político/económico conturbado da história de Portugal, que continua válido em 2011. Possivelmente ainda mais válido.

Esta obra contribui assim, para uma melhor análise das diferenças, que um território, relativamente pequeno, tem na sua essência. Dá um contributo às novas gerações. Propõe, uma análise cuidada de todos os factores que criaram a identidade nacional portuguesa e os cuidados a ter, na forma como a política é feita, de onde e por quem é praticada. Será, que, alguém com responsabilidades de “domínio” o leu?



Marco Randal Costa Marçal

quarta-feira, 16 de março de 2011

Minotauro

Caros Amigos,

Não querendo tapar o primeiro post do nosso Professor fica aqui a pedido de várias familias o mito do minotauro!

O Minotauro era descrito na Grécia Antiga como um ser meio homem meio touro o que nos pode levar a pôr em causa a visão que temos deste ser (metade superior touro, inferior homem). Eu sinceramente vou manter a visão clássica porque gosto da pinta do bicho assim. O Minotauro habitava o Labirinto que crê-se seria o palácio de Cnossos...ou não!

Quando o rei Minos tomou o trono de Creta o resto da rapaziada não achou muito piada. Minos como rei inteligente que era pediu a Poseidon que legitimasse o seu trono. Como? Oferecendo um touro branco como o Omo, branco mais branco não há! Como há sempre um senão nesta histórias o touro tinha de ser sacrificado em honra do deus. Minos não conseguiu pois nunca tinha visto algo tão belo. O desafio como não podia deixar de ser cai mal e Afrodite vinga-se fazendo com que a mulher de Minos, Pasífae, se apaixone loucamente pelo touro! Para piorar as coisas esta pede para construir uma vaca de madeira de modo a que pudesse fazer umas malandragens com o touro. Desta relação tórrida nasce o Minotauro que dada a sua natureza, ou falta dela, tinha de se alimentar de homens.

Minos sem saber o que fazer a este ser aconselha-se no oráculo de Delfos e este aconselha-o a construir um gigantesco labirinto para o Minotauro.

Todos os anos Atenas tinha que enviar sete rapazes e sete raparigas para dar de comer ao Touro de Minos. Teseu, filho de Egeu rei de Atenas, oferece-se para matar o Minotauro, informando o seu pai que caso saisse vitorioso desta tarefa regressaria a casa de barco com velas brancas caso contrário seriam içadas velas pretas. Teseu apaixona-se loucamente por Ariadne que o vai ajudar a percorrer o labirinto oferecendo o famoso novelo para que este não se perdesse. Teseu mata obviamente o Minotauro mas... esquece-se de mudar as velas para brancas. O Rei Egeu ao pensar que o seu filho tinha morrido suicida-se no mar que hoje tem o nome... Egeu!

Agora fica a questão: O que era o labirinto de Cnossos? Porque eram enviados jovens de Atenas?

Crises são oportunidades

Os Orallistas deveriam debater a validade desta afirmação que se ouviu mais de uma vez na Oficina de História realizada ontem.
As crises causam muito incómodo e mesmo desespero quando nós passamos por elas! Mas maior capacidade / competências para identificar a natureza da crise pode permitir-nos fazer o aproveitamento dela. É o que ouvimos mais directamente da Professora Maria Sousa Galito, que não podia falar mais alto sobre o assunto do que tentou fazer!
Também foi interessante a ideia lançada pelo Professor Silvério Rocha Cunha que apontou para simplificações de realidade complexa quando se procura soluções para crise, criando condições para novas crises.
Continuemos a ruminar estas e outras ideias. Mas não fiquem por aí! Partilhem as ideias. É um exercício que cria as competências que vieram adquirir no nosso Curso.
E para já empenhem-se por divulgar o nosso curso e procurar novos candidatos, colegas dos próximos anos!
Teotónio R. de Souza

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Antes e o Agora relativamente à História

Falo do meu testemunho pessoal. Eu queria oficializar os meus conhecimentos de História, para isso escolhi licenciar-me e assim finalmente poder ter mais certezas na minha explicação histórica no meu trabalho.
A História, sem dúvida abre os horizontes a vários níveis, é a observação que tenho tido desde que comecei a estudar em Outubro.
Tem influenciado a minha maneira de ver o mundo, pego em assuntos que aprendo nas aulas e analiso, assuntos esses que se relacionam uns com os outros, fazendo as minhas próprias indagações que são constantes.
Sei agora que a tradição feita pelo registo histórico das crónicas pode ter lacunas. O facto de estar dentro da História e tomar assim parte dela é algo que já não poderei pôr de lado na minha vida.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

1/6 já está feito!

Amigos,

Chegados ao fim do primeiro semestre talvez seja altura de pensarmos um pouco na nossa primeira experiência no curso e reflectirmos sobre qual era o nosso ponto de vista sobre a história em Setembro e qual é o que temos hoje.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os analfabetos não reivindicam

Tem existido algumas discussões acerca deste tema que é bastante discutível e por vezes polémico. A minha opinião é que os analfabetos reivindicam e quando o fazem são bem piores que os supostos literados. Surge esta reflexão depois do que tem acontecido nos países do norte de África nos últimos dias. Bastou um incendiar que outros foram logo atrás. Mais uma vez não aprendemos com aquilo que a história nos dá e consideramos como Salazar que os pobres e analfabetos não protestam portanto há que manter o povo assim. O problema de todos os líderes com horizontes curtos é que durante algum tempo estes realmente estão calados mas há-de chegar sempre um dia em que a classe mais oprimida se revolta e quando essa revolta chega não costuma ser com rosas e abraços, são com sangue!

Na minha opinião é importante termos um povo culto, não no sentido de ir à ópera, mas no sentido de saber pensar por si e essa cultura só se aprende se formos induzidos a ela desde pequenos.

Talvez devêssemos pensar nisto.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Documentários

Caros Amigos,

Finalmente parei de trabalhar mas como tenho a cabeça a 200 pensei que era bom vir aqui deixar uma ideia.

Que tal nos começar-mos a documentar aqui as nossas apresentações orais e visitas de estudo? Podemos por, quem quiser claro, os trabalhos apresentados e por mesmo fotografias das apresentações.

Aguardo feedback!

Documentários

Caros Amigos,

Finalmente parei de trabalhar mas como tenho a cabeça a 200 pensei que era bom vir aqui deixar uma ideia.

Que tal nos começar-mos a documentar aqui as nossas apresentações orais e visitas de estudo? Podemos por, quem quiser claro, os trabalhos apresentados e por mesmo fotografias das apresentações.

Aguardo feedback!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Era uma vez...

Era uma vez o Martim Moniz, um nobre cavaleiro, oriundo de entre Douro e Minho um dos poucos portugueses que veio para ajudar o primeiro rei de Portugal na conquista de Lisboa. Inspirado por um acto heróico decide franquear com o seu corpo uma das portas de acesso norte ao Castelo dos mouros que estavam a sitiar a cidade Al -Uxbuna, para deste modo a entrada dos cruzados poder ser possível. Coitado, lá ficou espezinhado pelos cruzados que por cima dele tiveram de passar para assim conquistarem esta cidade moura. Martim Moniz passa assim a ser o maior herói desta conquista, o seu acto entra na prosperidade na nossa História Erudita, aquela que se baseia na tradição oral, que vai buscar as narrativas das crónicas o que muitos consideram verdade e não uma lenda. É transmitida oralmente passa de geração em geração. Há crianças que chegam ao pé de mim e perguntam-me onde está a famosa porta do Martim Moniz...há a curiosidade em saber onde morreu o herói, que deu a vida para os outros poderem tomar a cidade...este herói foi um grande símbolo no tempo do Estado Novo, é ensinamento nas escolas primárias para enaltecer mais um grande facto dos heróis do passado.
Afinal o que podemos retirar de rigor histórico a partir daqui? Sendo uma lenda tem o seu quê de verdade e por assim dizer o seu quê de invenção. Passemos a explicar o que é verdade, Martim Moniz era um dos poucos nobres cavaleiros do Condado Portucalense que participou na tomada de Lisboa, a maioria dos que vieram participar nas conquistas de Santarém e Lisboa eram cruzados do norte da Europa. Eles chegam por barco com D. Afonso Henriques, montam um cerco que leva 4 meses....e o resto, se houver oportunidade como estou à espera que haja irei contar-vos numa visita lá ao local onde ocorreu este acontecimento...
Lembrei-me de escrever isto, porque acabei de vir do teste de IH e numa das perguntas pedia para confrontarmos historiografia erudita com estórias e mitos...
Até uma próxima

domingo, 23 de janeiro de 2011

Vamos pensar?

Tudo se enquadra num dado momento da História.
Com esta primeira frase tenho o intento de suavizar futuras interpretações que se façam em relação a este texto. O que nos vai dentro, nem sempre é perceptível através das nossas palavras, e das minhas, por vezes, sai de tudo, menos o que sinto, pois a mim, também o senso comum diz, “tem cuidado”. Tentarei espelhar ao máximo o que me vai na alma, só espero que o reflexo deste espelho não faça queimar as vistas dos menos “protegidos”.
Com este Blogue, em tom de brincadeira, mas muito a sério, escolhemos um nome que nos diz algo, a partir da escola dos Annales (para alunos de História um marco importante), em português fica sempre bem falar, reclamar, mas fica sempre por aí! Fala-se muito, acerta-se pouco! O oral está no fim! Mas não este sitio! Passaremos isto ao papel digital através deste Blogue! E permanecerá!
Hoje, dia 23 de Janeiro de 2011, acabou de ser conhecido o resultado da eleição Presidencial, que coloca, mais uma vez, o Sr. Prof. Aníbal Cavaco Silva no palácio de Belém. Não me choca nada esta situação, mas este espelhado que me sai de dentro, vem no sentido de vozes que vou ouvindo e lendo. Mais uma vez temos uma eleição pouco participada, tudo bem, está mais que falado, também não me choca. Então o que me leva a escrever estas linhas?
Um Pais pequeno pensa pequeno, dizia um Professor na Faculdade, um dia destes, mas depois reclamam, será que reclamam? Não me parece. Vou percebendo que a nossa evolução intelectual passa por questionar, isso leva-nos a pensar, mas o que fazer? Para já nada. Criar uma massa critica como diria o meu amigo Filipe! Sim é isso. Já alguém escreveu sobre isto. Mas o que nos faz ficar em silêncio nesta hegemonia controlada? Temos a barriga cheia? Dizem que não. Eu não acredito! Temos de estar bem. Vamo-nos desenrascando. Típico do Português. Mas afinal o que é ser português? Deixo no ar. Tenho a minha ideia, que a alma não quer espelhar. Quero somente deixar aqui um pequeno ensaio para pensamentos futuros. Temos de trabalhar mais perto uns dos outros e formar uma maior massa critica. Só a do Filipe não chega, com a minha somada à dele, também não. Vamos pôr em causa? Vamos arranjar soluções?
Não penso no futuro, quero-o agora! O futuro é tão longe que quando acabarem de ler isto ele já é passado. E no momento de fazer, estamos distraídos a olhar pró lado.
A História faz-se a cada minuto que passa, não é só de há séculos, é de agora!
Coloquem os vossos comentários, pensamentos, duvidas, talentos… Vamos fazer História!

Marco R.C.M.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Epopeia de Gilgamesh

Caros Amigos,

Hoje entreguei o trabalho de pré-clássicas que foi uma primeira abordagem à Epopeia de Gilgamesh. Aconselho todos a lerem este livro. Deixo-vos aqui a introdução que fiz a ver se dá para espicaçar um pouco a coisa.

"
A Epopeia de Gilgamesh conta-nos a história do rei de Uruk, na Mesopotâmia. Esta história foi descoberta algures no século XIX sendo que constitui uma das poucas referências históricas do período pós dilúvio. A história está escrita sobre a forma de poemas e não de narração um pouco ao estilo dos poemas Homéricos. O que o livro nos traz é uma história na qual podemos ter acesso a um misto de moralidade, tragédia e aventura. Esta epopeia tem algo que deve ser considerado muito interessante, pois estamos a falar de poemas escritos muito antes dos Homéricos, e já temos uma preocupação humana com o seu destino. A história do livro é trágica no sentido que o destino do homem está fadado, ou seja, não existe fuga à morte. Gilgamesh durante a sua jornada faz os possíveis para conseguir escapar aos destinos do homem, mas a tragédia reside no final de tudo, pois não existe volta a dar, o homem morre e esse é o seu destino. Esta situação dá-nos uma visão daquilo que era considerado para os sumérios a vida e o fim desta. Estes poemas começaram por ser primeiro transmitidos oralmente, crê-se que esta epopeia terá sido criada por volta do terceiro milénio a.C., sendo que só mais tarde terão sido escritos em placas de barro. Algumas das placas chegaram até nós em mau estado, como tem sido normal no que concerne à documentação suméria.

Os sumérios acreditavam que a realeza tinha descido dos céus a seguir ao dilúvio, o que confirma que Gilgamesh terá pertencido à primeira dinastia pós-dilúvio, sendo que é tido como o quinto desta linhagem. Esta é uma época da qual se sabe muito pouco daí que existam situações discrepantes como a de Gilgamesh ter vivido 126 anos. Para os sumérios a divindade tinha um papel bastante central sendo que as próprias cidades eram propriedades dos deuses, situação que mais tarde verificamos na Grécia, na qual cada cidade tem o seu deus protector. Estas cidades, como o caso de Uruk, tinham a característica de serem constantemente guerreadas o que demonstra um pouco o espírito guerreiro que fazia parte da forma de ser dos habitantes desta zona, o que não é de estranhar que o herói desta epopeia seja um rei guerreiro, por sinal com uma força sobre-humana.

Gilgamesh é uma personagem à qual não existem certezas absolutas sobre a sua existência. Ainda assim existem documentos que levam a crer que terá existido um rei com este nome. Este rei terá comandado uma expedição com o intuito de trazer cedros das florestas, situação à qual a epopeia não é alheia, pois Gilgamesh fará mesmo uma expedição a uma floresta de cedros com o intuito de matar o guarda desta floresta. Gilgamesh é uma personagem que não desaparece do imaginário sumério sendo que lhe é atribuído a função de juiz do mundo inferior, existindo mesmo preces que são dirigidas a este. O rei é nos relatado como um ser dois terços deus e o resto humano, dado que a sua mãe é uma deusa, Ninsum, de quem herda a beleza divina, a força sobre-humana. Do seu pai, ao qual durante o livro várias vezes o invoca como sendo Lugulbanda, terceiro rei da presente dinastia, herda aquilo que faz dele humano, a morte, pois só os deuses são eternos. É impossível não referir Aquiles após esta discrição. Gilgamesh é um personagem sempre em busca da glória e que o seu nome perdure para sempre, mas também é alguém atormentado com os problemas da mortalidade do homem. Toda esta situação traz todo um pessimismo à epopeia que acaba por ser espelho da sociedade suméria aos quais a vida eterna era uma vida de sofrimento, portanto mais valia a pena não ter essa “sorte”. O pessimismo sumério perante a efemeridade da vida deveria ter origem no facto de a forma de vida guerreira e as constantes guerras entre as cidades não deixarem alternativa senão considerar que a vida estava fadada a ser curta. Existe também o papel dos deuses, que conforme a sua vontade iam acontecendo as mais diversas desgraças e como tal provocava o tal pessimismo. Nesta epopeia a vontade dos deuses tem um papel fundamental no seu desenrolar.

Esta epopeia está dividida em capítulos muito específicos nos quais o herói tem sempre a vontade de imortalizar o seu nome. A história começa em Uruk, com Gilgamesh já adulto, descrito como um homem de uma força sem igual. É também visto como alguém com uma beleza divina mas ao mesmo tempo é uma personagem insatisfeita. Durante a epopeia Gilgamesh irá ter um amigo de nome Enkidu que é-nos apresentado como alguém simples a viver juntamente com os animais. A história inicial desta personagem faz lembrar um pouco a história do homem sem pecado, Adão, e ao qual é dado a conhecer o pecado através de uma prostituta. Após este episódio podemos considerar que Enkidu perde a inocência mas também a sua simplicidade. A morte do futuro grande amigo de Gilgamesh traz-lhe um grande desgosto, a ideia de morte certa toma conta do herói e é aí que o rei parte na busca do seu companheiro."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

1º Post

Bem Vindos Amigos!

Este é o NOSSO blog para postarmos todo o conteúdo com o mínimo de interesse e realizarmos algumas tertúlias!